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No blog
Aqui vamos partilhar consigo alguns artigos relacionados com temas das nossas terapias. Dicas, testemunhos, factos e muito mais que o vão ajudar a encontrar a vida plena que tanto deseja.


O que os pais precisam mesmo de saber sobre PHDA?
PHDA — Perturbação de Hiperatividade e Défice de Atenção. Um nome complexo para uma perturbação do neurodesenvolvimento que pode ter um impacto significativo no dia a dia das crianças e das suas famílias e que afeta, em Portugal, cerca de 5 a 10% das crianças em idade escolar. Mas, afinal, o que significa ter PHDA? Antes de mais, é importante compreender que a PHDA pode manifestar-se através de diferentes conjuntos de sintomas: o défice de atenção, a hiperatividade e a impuls
há 2 dias3 min de leitura


Porque algumas pessoas funcionam “bem” mesmo estando deprimidas?
“MAS ELA PARECE TÃO BEM…!” Há pessoas que continuam a trabalhar, a estudar, a cuidar dos filhos, a responder a mensagens, a cumprir compromissos e até a sorrir enquanto, por dentro, sentem que estão a chegar ao limite. Por vezes, são precisamente as pessoas de quem menos suspeitamos. A ideia de que uma pessoa deprimida deixa de funcionar completamente pode dificultar o reconhecimento do sofrimento psicológico. A depressão nem sempre aparece como alguém que deixa de sair da ca
há 3 dias5 min de leitura


Raiva infantil: o que está por trás?
"Desliga o telemóvel." "Só mais cinco minutos!" Em poucos segundos, a conversa transforma-se numa discussão. A voz sobe de tom, surgem lágrimas ou respostas desafiantes. No final, os pais sentem que perderam o controlo e os filhos sentem que não foram compreendidos. Se esta situação lhe é familiar, saiba que acontece em muitas famílias. Cada vez mais conflitos surgem em torno dos ecrãs. No entanto, aquilo que parece ser apenas uma discussão sobre um telemóvel, um tablet ou um
25 de ago.4 min de leitura


A criança interior não é moda: é neurociência
Nos últimos anos, o conceito de “criança interior” tornou-se popular fora do contexto clínico, muitas vezes associado a discursos mais simplificados sobre desenvolvimento pessoal. No entanto, na prática psicológica e na neurociência, esta ideia não é uma metáfora vaga, tem bases claras no desenvolvimento do cérebro, na regulação emocional e na forma como construímos a nossa identidade ao longo da vida. Quando falamos de “criança interior”, não estamos a referir-nos a uma pa
9 de jul.2 min de leitura


Nem toda a ansiedade deve ser eliminada
Quantas vezes desejou simplesmente deixar de sentir ansiedade? Talvez antes de uma reunião importante, de um exame médico ou perante uma decisão que poderá mudar o rumo da sua vida. Vivemos numa época em que a ansiedade é frequentemente vista como algo a eliminar rapidamente. No entanto, a ansiedade é uma emoção humana fundamental, desenvolvida para nos ajudar a identificar ameaças, antecipar desafios e mobilizar recursos para agir. Quando sentimos ansiedade, não é apenas a n
3 de jul.4 min de leitura


Tristeza nas crianças: aquilo que nem sempre se vê
Muitas vezes associamos tristeza infantil, a comportamentos de isolamento, choro, ou pouca atividade por parte da criança. No entanto, a tristeza infantil raramente é tão linear e literal. A imagem que integramos de tristeza nem sempre corresponde às suas múltiplas facetas. A tristeza passa despercebida quando se camufla de comportamentos ou atitudes que não correspondem ao tipicamente esperado, e passamos a ver comportamentos que escondem um sofrimento emocional como má edu
11 de jun.3 min de leitura


Crianças Muito Sensíveis: Quando não é “Drama”.
Na prática clínica e no quotidiano familiar, é frequente encontrarmos relatos de pais que se sentem exaustos por não saberem como gerir as reações dos seus filhos. Descrevem crianças que toleram mal as etiquetas das roupas, que entram em crise de choro perante uma mudança repentina de planos ou que se isolam por completo em ambientes ruidosos, como festas de aniversário. Historicamente, estes comportamentos foram rotulados como "manhas", "mimos", "falta de pulso" ou simplesme
5 de jun.5 min de leitura


O que os teus gatilhos emocionais dizem sobre ti
Estás numa conversa banal e, de repente, uma frase específica, o tom de voz de alguém ou até mesmo um breve silêncio faz o teu coração acelerar, o estômago apertar ou uma onda de irritação assumir o controlo. Em segundos, a harmonia desaparece e vês-te imerso numa reação emocional desproporcional ao que acabou de acontecer. No jargão popular e nas redes sociais, costumamos dizer, de forma quase leviana, que algo nos deu um gatilho. Mas o que realmente se esconde por trás dest
28 de mai.3 min de leitura


Porque as crianças não conseguem “acalmar-se sozinhas”
Muitas vezes esperamos que as crianças consigam “acalmar-se sozinhas” diante de uma birra, de um choro intenso, de uma frustração ou de um momento perturbador. Contudo, a verdade é que a autorregulação não nasce de forma espontânea; constrói-se na relação. Quando um adulto está stressado, tende a possuir - ou deveria possuir - recursos internos que lhe permitem parar, pensar e reorganizar-se emocionalmente. Uma criança ainda não os tem. O cérebro infantil encontra-se em desen
26 de mai.3 min de leitura


Porque é que é tão difícil impor limites? (e porque sentimos culpa quando o fazemos?)
Na prática clínica, é frequente encontrarmos pessoas que reconhecem a importância de impor limites, mas que sentem uma grande dificuldade em fazê-lo. Esta dificuldade está muitas vezes enraizada em padrões emocionais e relacionais construídos ao longo do tempo. Aprendemos desde cedo a ouvir “não” e, muitas vezes, a sentir que o nosso próprio “não” não era ouvido ou respeitado. Ao longo do tempo, isto pode levar-nos a associar o ato de dizer “não” a consequências negativas nas
5 de mai.3 min de leitura


Birras não são mau comportamento: são emoções sem palavras.
Quando uma criança faz uma birra, é fácil interpretar o comportamento como desafio, desobediência ou “falta de limites”. No entanto, do ponto de vista da Terapia Cognitivo-Comportamental, a birra é, muitas vezes, um sinal de algo mais profundo: uma emoção intensa que a criança ainda não consegue compreender, organizar ou expressar por palavras. É como se a criança estivesse a viver uma “tempestade emocional” sem ter ainda um abrigo interno onde se proteger. O cérebro infantil
30 de abr.2 min de leitura


A necessidade de agradar: de onde vem e como nos esgota
A necessidade de agradar os outros é frequentemente valorizada pela sociedade. Ser disponível, empático e cooperante são qualidades positivas, até ao ponto em que deixam de ser uma escolha e passam a constituir uma exigência interna. Quando agradar se transforma numa necessidade psicológica, surge frequentemente um custo emocional elevado e silencioso. Do ponto de vista psicológico, a necessidade de agradar está muitas vezes associada a padrões de validação externa, medo de r
7 de abr.2 min de leitura


Quando a Parentalidade entra na Infância
A parentalidade pode ser definida pelas funções e práticas desenvolvidas no decorrer do laço estabelecido entre o adulto e a criança, com vista ao primeiro assegurar o cuidado e desenvolvimento do segundo. Tal como a Psicóloga Mariana Negrão descreve “a parentalidade (...) é influenciada por vários fatores, entre os quais, as experiências com os respectivos pais e mães (...)”, destacando-se uma dimensão crucial e frequentemente negligenciada nas discussões sobre os desafios d
27 de mar.3 min de leitura


Isolamento e sensação de não pertença: quando estar rodeado não é o mesmo que sentir-se ligado
Vivemos numa era hiperconectada. Temos redes sociais, grupos, mensagens instantâneas e múltiplas formas de contacto. Ainda assim, cada vez mais pessoas relatam uma experiência silenciosa e dolorosa: sentir-se isoladas… mesmo quando não estão sozinhas. O isolamento emocional e a sensação de não pertença não são fraquezas. São sinais importantes do nosso sistema emocional. O que é a sensação de não pertença? A pertença é uma necessidade humana básica. Desde cedo, procuramos lig
5 de mar.2 min de leitura


Quando o comportamento é um sinal de cansaço emocional: Desregulação emocional nas crianças
Nos últimos anos, tem-se verificado um aumento significativo de crianças encaminhadas para consulta de Psicologia com queixas de dificuldades de atenção, birras intensas, ansiedade, regressões no comportamento ou problemas de controlo emocional. Muitos pais chegam às consultas exaustos, com a sensação de que “já tentaram de tudo” e de que o comportamento da criança está cada vez mais difícil. A investigação científica ajuda-nos a compreender que, em muitos destes casos, o pro
5 de mar.2 min de leitura


PERTURBAÇÃO BORDERLINE E OUTRAS PERTURBAÇÕES DA PERSONALIDADE: COMO O EMDR PODE AJUDAR?
As perturbações da personalidade , em particular a Perturbação Borderline da Personalidade (PBP) , caracterizam-se por padrões persistentes de instabilidade emocional, dificuldades nas relações interpessoais, impulsividade e sofrimento psicológico significativo. Estas manifestações não surgem de forma isolada; estão frequentemente associadas a experiências adversas precoces , como negligência emocional, abuso, perdas significativas ou relações de apego inseguras. Durante muit
6 de fev.2 min de leitura


Reforçar o laço pais-filhos: pequenas atitudes que constroem uma relação segura
A relação entre pais e filhos não se constrói apenas nos grandes momentos, mas sobretudo nas interações do dia a dia. A forma como ouvimos, respondemos, colocamos limites e demonstramos afeto tem um impacto profundo no desenvolvimento emocional e social da criança. Desde cedo, as crianças aprendem sobre o mundo e sobre si próprias através da relação com as figuras de cuidado. Quando se sentem seguras, compreendidas e valorizadas, tornam-se mais confiantes, resilientes e capaz
30 de jan.2 min de leitura


Início de Um Novo Ano: Um Convite à Reflexão Sobre a Saúde Mental
O início de um novo ano é tradicionalmente um momento de planeamento, definição de metas e reorganização de prioridades. No entanto, em meio às exigências do quotidiano, a saúde mental nem sempre recebe a atenção que merece. O stresse, a ansiedade, o burnout e as dificuldades nos relacionamentos têm sido cada vez mais frequentes na vida adulta, impactando o bem-estar emocional, a saúde física e a qualidade de vida. Muitas pessoas mantêm-se em funcionamento constante, adiando
12 de jan.1 min de leitura


Natal em Família: Entre Emoções, Expectativas e Relações
O Natal é frequentemente vivido como um momento de reencontro, marcado pelo regresso às tradições familiares, aos espaços de origem e às figuras significativas da história pessoal de cada um. Este período, embora associado a proximidade e partilha, é também emocionalmente exigente. Ao reunir-se à mesa, cada elemento traz consigo não apenas a presença física, mas também memórias, expectativas e vivências emocionais que nem sempre se encontram resolvidas. Durante esta época, o
23 de dez. de 20253 min de leitura


Carta de Natal de Sara Marques: Cuidar de Nós Também Faz Parte da Celebração
Querida comunidade, À medida que nos aproximamos do Natal, somos convidados a abrandar, a olhar para o ano que passou e a refletir sobre aquilo que realmente importa. Esta é, tradicionalmente, uma época de luz, união e afeto — mas também pode trazer desafios emocionais que nem sempre são visíveis. Como diretora-geral da Clínica Privada do Porto, incluindo os diversos projetos nele inseridos (PADI, Projeto Eu), quero partilhar convosco uma mensagem de Natal que vá além dos fes
5 de dez. de 20252 min de leitura
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